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08/03/2019 - Quando a dificuldade para enxergar é sintoma e não doença

Muitos não sabem, mas a avaliação ocular pode ser o ponto de partida para o diagnóstico de doenças graves, que não necessariamente têm origem nos olhos. É importante entender que inúmeras doenças sistêmicas provocam consequências na visão; em alguns casos a manifestação ocular é o primeiro indício perceptível de uma condição sistêmica ou crônica. Sendo assim, fica claro que o oftalmologista exerce papel fundamental no cuidado da saúde como um todo.

De mesmo modo, os especialistas que tratam doenças não oftálmicas, mas que podem afetar a visão, têm responsabilidade de orientar essas pessoas sobre a importância de procurar um oftalmologista. Entre os exemplos de problemas sistêmicos que podem comprometer a visão como esclerose múltipla, sífilis artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e tuberculose.

Confira outros exemplos de doenças sistêmicas que podem prejudicar a saúde dos olhos e como elas agem:

Anemia Falciforme:

Paciente com anemia falciforme devem consultar o oftalmologista periodicamente a fim de evitar as complicações relacionadas com a neovascularização da retina (glaucoma neovascular hemorragia vítrea), além de isquemia retiniana e oclusão de artérias ou veias.

Diabetes Mellitus:

A maioria dos problemas oculares dos diabéticos ocorre na retina, decorrente da falta de suprimento sanguíneo e consequente diminuição da oferta de oxigênio (Hipoxia). O diabetes pode acometer ainda outras estruturas do  olho como: cristalino, musculatura extraocular, íris, etc.

Hipertensão Arterial:

Alguns sinais da hipertensão são observados quando realizamos o exame de fundo de olho. Por isso, em inúmeros casos, o oftalmologista é o primeiro a diagnosticar a doença. A retinopatia hipertensiva pode desencadear complicações graves como: neuropatia óptica, oclusões das veias e artérias da retina, etc.

Miastenia grave:

De acordo com pesquisas, metades dos pacientes com miastenia grave apresenta manifestações oculares. Entre elas a ptose palpebral (pálpebras mais baixas que o normal) e oftalmoplegia (doença que consiste no enfraquecimento dos músculos do globo ocular).

Hipertireoidismo:

O hipertireoidismo pode causar proptose (olho saltado), retração palpebral, visão dupla e desvio ocular, que pode ser o primeiro sinal da condição. As complicações oculares referentes a tireoide podem incluir também úlcera da córnea e perda visual.

Fonte: Revista Veja Bem

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